8º Capítulo
(Jimmy)
– Olá dona Emanuelle, como vai a senhora?
(Emanuelle)
– Jimmy! É tão bom te ver! Vamos entre, não precisa ficar aí fora em pé esperando.
(Jimmy)
– Ela ainda não esta pronta?
(Emanuelle)
– Ela já vai descer. Venha, sente aqui, vou preparar algo pra você comer.
(Jimmy)
– Não precisa, eu já tomei café.
(Emanuelle)
– Duvido que você tenha comido direito. Um rapaz morando sozinho só deve comer
besteira o tempo todo.
(Jimmy)
– Juro que tomei café direito.
(Emanuelle)
– Pelo menos um suco e um pedaço de bolo que eu fiz hoje.
(Jimmy)
– Tudo bem, eu aceito, muito obrigado. A senhora é muito gentil.
(Emanuelle)
– Está bom? Gostou?
(Jimmy)
– Sim, está uma delícia.
(Emanuelle)
– Tome, pegue mais. Sabe, as vezes eu tento deixar a Susan ir pra sua casa, lhe
ajudar com algumas coisas, fazer comida de verdade sabe. Mas o Emanuel não
deixa, ele diz que ela não pode ir sozinha lá...
(Jimmy)
– Não precisa não, (risos), eu faço comida, e as vezes minha mãe leva pra mim
alguma coisa.
(Emanuelle)
– Menos mal. Como está sua mãe?
(Jimmy)
– Está bem. Ela te mandou lembranças.
(Emanuelle)
– Mande outro para ela. Mas me diga uma coisa, por que você não quis continuar
na casa de seus pais? Pelo menos ia poupar ela de ter que ir na sua casa levar
comida.
(Jimmy)
– Ah, a casa já estava pronta, e naquela época, quando tudo estava muito
recente, eu queria ficar sozinho. Eu estava me sentindo muito humilhado. Eu ia
ter minha casa, minha família, aí de repente eu tinha que voltar para a casa de
meus pais por que minha noiva me abandonou no altar, e também eu passei um mês
achando que ela ia voltar, então eu tinha que está lá esperando ela.
(Emanuelle)
– Entendo. Deve ter sido uma fase ruim. Mas a casa não te faz lembrar dela não?
Vocês reformaram e mobiliaram tudo junto.
(Jimmy)
– Não. Primeiro que um mês depois, eu percebi que ela não ia voltar, e mesmo
que fosse voltar, eu não precisava parar com a minha vida por causa dela, e
ainda que ela voltasse, eu não iria aceita-la assim, de graça. E segundo que na
verdade quem me ajudou com a obra e a mobiliar mesmo foi a sua filha. A Jenna
só queria estar comigo nos meus “momentos de glória”. Nos outros ela não tinha
paciência de ficar ao meu lado, e como ela tinha medo que eu a largasse por
outra, ela fazia a Susan prometer que não ia desgrudar de mim. Então ela
explicou mais ou menos para a Susan como ela queria a casa, e a Susan me ajudou
com todo o resto. Então se a casa fosse me fazer lembrar de alguém, seria da
Susan, e não da Jenna.
(Emanuelle)
– Seria? Como assim seria?
(Jimmy)
– Um mês depois do casamento, eu reformei a casa, e mudei todos os móveis.
Então a casa agora só tem a minha cara.
(Emanuelle)
– Ah sim. Eu não sabia disso. Mas como eu não fiquei sabendo disso.
(Jimmy)
– Foi na época que vocês viajaram para o nascimento da filha de Carla. Vocês
viajaram exatamente um mês depois.
(Emanuelle)
– Ah, é verdade. Agora eu estou me lembrando que a Susan ficava no telefone o
tempo todo falando alguma coisa de arrumação de casa. Eu estava tão encantada
com a minha netinha que nem prestei atenção.
(Jimmy)
– Eu lembro dela me contando que a senhora estava nas nuvens.
(Emanuelle)
– Mas ela é tão linda, e tão esperta.
(Susan)
– Finalmente conseguir descer. Eu tive que arrumar as coisas de novo. Seus netos
tiraram tudo da minha mochila. Sem contar a bagunça que eles fizeram no meu
quarto. Vamos?!
(Emanuelle)
– Os filhos do Sérgio vão passar o fim de semana aqui. Ele e Rebeca estão em
uma segunda lua de mel.
(Jimmy)
– A senhora então deve estar nas nuvens de novo em.
(Emanuelle)
– Eu adoro tê-los aqui. Já sabem o que vão fazer amanhã?
(Jimmy)
– Na verdade não.
(Emanuelle)
– Venham almoçar aqui então. Traga seus pais também.
(Jimmy)
– Tudo bem. Tchau dona Emanuelle.
(Emanuelle)
– Tchau meus filhos, vão com Deus.
(Jimmy,
Susan) – Amém.
(Jimmy)
– A gente vai se encontrar com o pessoal lá na praça. Você sabe né?
(Susan)
– Sei.
(Jimmy)
– E provavelmente a gente vai dar carona para alguém também. Já são nove e dez,
como a gente está de carro, a gente deve chegar lá as nove e quinze.
(Susan)
– Sobre o que vocês conversaram? Você e a minha mãe.
(Jimmy)
– Ah, ela perguntou por que eu morava sozinho, numa casa que tecnicamente eu
construir junto com a Jenna, para morar com ela. Se a casa não lembrava ela, e
que eu devia comer besteiras o tempo todo e ela fica tentando te mandar lá para
me ajudar nos afazeres e principalmente com a comida.
(Susan)
– Hum, ela faz isso mesmo. Quando eu tenho folga, ela vem falar comigo:
– “vá
logo lá antes que seu pai chegue. Leve esse material, faça uma comida, e depois
você volta correndo. Tem esse bolo aqui também...” ela começa a fazer uma cesta
para eu levar. Aí eu digo,
– “ele
não está em casa mãe, ele esta trabalhando. ”
– “melhor
ainda, por que se alguém ver, seu pai não vai poder reclamar tanto, vamos,
pegue a chave e vá”
– “que
chave? Eu não tenho a chave da casa dele não mãe”
– “como
não tem? Você tem que ter. o pobrezinho deve estar passando fome”.
(Jimmy)
– Sua mãe é uma figura.
(Susan)
– Aquilo ali é uma vã? A gente vai de vã? Eu pensei que a gente ia no seu
carro.
(Jimmy)
– Sim. Não sei. E, eu também.
Oi
pessoal, desculpa o atraso.
(Roberto)
– A gente entende. Uma paradinha pra namorar não pode faltar.
(Reinaldo)
– Não ligue não, ele é maluco assim mesmo, mas não morde não.
Pessoal,
já que todo mundo já chegou, essa daqui é a Sara, irmã da Lívia, e o marido
dela Pedro. Lembram deles?
(Jimmy)
– Claro, lembro sim. Tudo bem? Que bom que estão aqui.
(Susan)
– Tudo bem?!
(Jimmy)
– Por que só eu e a Susan estamos cumprimentando eles?
(Reinaldo)
– O Roberto estava sem paciência para esperar vocês e começou a se apresentar e
apresentar todo mundo aqui, pra todo mundo. Inclusive a mim.
(Roberto)
– Então, vou apresentar de novo por que vocês chegaram atrasados.
(Reinaldo)
– Por isso eu queria esperar eles chegarem, pra não ter que apresentar ninguém
duas vezes.
(Roberto)
– Como eu ia dizendo. Vou apresentar de novo. Essas são Ana e Clara, duas
primas que estão aqui de férias. Elas não sabiam o que fazer para se divertir,
então eu as convidei para se juntar a nós.
(Jimmy)
– Muito prazer. Eu sou Jimmy, e essa é minha noiva Susan.
(Susan)
– Prazer.
(Reinaldo)
– Então, a gente não sabia se vinha por causa das crianças, mas felizmente meu
sogro, e do Pedrão aqui, nos emprestou sua vã. Assim podemos todos ir num só
carro. Na volta a gente vai deixar vocês aqui e nós quatro vamos viajar para
outro lugar, e voltamos todos na segunda. Vamos?
(Todos)
– Vamos!
(Lívia)
– Susan, é a primeira vez que você vai no parque da Lagoa né?
(Susan)
– Sim.
(Lívia)
– Você vai amar lá.
(Susan)
– Só um pouco longe né? Quase quarenta minutos.
(Lívia)
– A gente sempre joga alguma coisa no caminho. Você nem vai notar.
(Diogo)
– [toca no ombro de Susan] 37 minutos e 22 segundos.
(Roberto)
– Não faz diferença.
(Diogo)
– Faz sim. Se você estiver apertado para ir ao banheiro aos 37 minutos e 22
segundos da nossa viagem, e por algum motivo a gente levar mais 2 minutos e 38
segundos na estrada, você vai ver se não faz diferença.
(Reinaldo)
– Você é tão inteligente, mas quando faz essas coisas sua credibilidade vai ao
chão.
(Diogo)
– Fala isso por que não foi com você.
(Reinaldo)
– Tá legal pessoal, vamos lá.
(Todos)
– Parque da Lagoa, aí vamos nós!
__________________
[JP1]
Nenhum comentário:
Postar um comentário