sexta-feira, 7 de abril de 2017

Encontros e Desencontros Cap. 9

9º Capítulo.




(Susan) – Nossa! Aqui é tão lindo. Tudo é perfeito aqui!
(Lívia) – Você precisa ver isso daqui em época de férias. Quase todo mundo que tem filho aproveita para trazer as crianças aqui. É o lugar perfeito para toda a família se distrair.
As crianças adoram vir aqui. Tem bastante espaço para correr, pular, é uma festa. E depois para refrescar o calor tem a lagoa. E para descansar tem bastante sombra embaixo de várias árvores para deitar. Aqui é tudo tranquilo. Você pode deitar, cochilar sem medo. Diferentemente das cidades grandes. Eu nunca me esqueci, quando a gente estava em lua de mel, nós viajamos pra lá, você lembra né? Então, nós fomos a praia, e uma moça deitou na área, cochilou, minutos depois nós ouvimos ela gritar dizendo que tinham levado a bolsa dela. Na bolsa estava o celular, chaves, documentos, uma câmera fotográfica. Eu nunca vou me esquecer desse dia.
(Susan) – Esse lugar é perfeito. Mas quem administra?
(Lívia) – Como assim?

(Susan) – Quem é o dono, responsável...
(Lívia) – Ah, (risos) a prefeitura da nossa cidade.
(Susan) – Vou mandar eles te pagarem, por que você está fazendo uma ótima propaganda.
(Lívia) – Mas esse lugar é ótimo. Olha só, esse parque se vende por si só. Nem precisa de propaganda.
(Sara) – Já começaram a pensar nos detalhes do casamento?
(Susan) – Ainda não. Nós resolvemos esperar um pouco. Nós acabamos de noivar, e a gente só tem poucos meses de namoro. Vamos planejar com calma.
(Sara) – Entendo. Mas posso te dar um conselho?
(Susan) – Sim, claro.
(Sara) – Comece a pensar e a anotar nos detalhes. Por que pode parecer que é pouca coisa, e mesmo que você queira tudo bem simples, quando chegar a hora, você vai ficar louca com tantos detalhes e decisões que vocês vão ter que tomar.
(Reinaldo) – Eu já disse isso a ela.
(Roberto) – Meninas do meu coração, vocês tem que chamar as primas para participar da conversa de vocês, ela estão se sentindo isoladas. Nós os rapazes vamos procurar frutas pela floresta e vocês não podem deixar elas sozinhas.
(Lívia) – Culpa sua. Essa era pra ser uma reunião de amigos, que se conhecem e você trouxe duas pessoas que nós não conhecemos.
(Roberto) – Por favor Livinha. Eu fiz amizade com elas, elas estavam sem ter o que fazer, eu não podia deixar elas lá, entediadas quando eu vinha pra cá. Vai por favor, eu sei que você não é uma pessoa ruim.
(Lívia) – Não sou, mas nós estamos conversando sobre coisas pessoais. Nós somos família. Elas não fazem parte da nossa família.
(Roberto) – Por favor!
(Lívia) – Pode mandar elas virem pra cá, eu não sou uma pessoa ruim, mas da próxima vez consulta a gente antes de trazer algum estranho.
(Roberto) – Mas antes, Diogo, vem cá. Quando a gente voltar, eu sou amigo da Ana, e você é amigo da Clara.
(Diogo) – Quê?
(Roberto) – Você é amigo da Clara e eu amigo da Ana.
(Diogo) – Do que que você está falando? É a primeira vez que eu vejo essas garotas. Não sou amigo delas não.
(Roberto) – Depois diz que é mais inteligente do que eu.
(Diogo) – Eu nunca disso isso.
(Roberto) – Você já reparou que além de nós dois, todo mundo aqui está de casalzinho?
(Diogo) – E... ?
(Roberto) – Como elas não tinham com o que se divertir, e a gente ia ficar de vela, eu as convidei para vir. Matei dois coelhos com uma cajadada só. Elas se divertem e a gente não fica de vela.
(Diogo) – A gente veio pra cá pra se divertir Roberto, e não pra namorar.
(Roberto) – Mas eles sim.
(Diogo) – Só por que eles são casados não significa que eles estão aqui pra namorar, ou então que tem sair separados. Você tem cada ideia.
(Roberto) – E você tem muito tempo que não namora. Tem que arrumar uma namorada. E quem sabe não é a Clara?
(Diogo) – Eu não preciso que você me arrume uma namorada. Quando eu quiser uma namorada, eu mesmo procuro.
(Roberto) – Pelo menos conversa com ela. Não vai arrancar pedaço.
(Diogo) – Você que convidou elas, você que converse com elas. Eu tenho educação, eu vou socializar com elas, da mesma forma que as meninas vão socializar com elas. E pronto. Nada mais.
(Reinaldo) – Chega de conversa vocês dois e vamos logo.
(Sara) – E então, como vocês conheceram a cidade?
(Ana) – A gente está de férias de faculdade, e pensamos no que fazer, aí alguém falou dessa cidade para a Clara, e como eu não tinha outra ideia melhor eu resolvi vim. Mas essa cidade é muito parada, sem ofensas. Como vocês se divertem aqui? Não tem nada aqui.
(Clara) – Parada pra você, que está acostumada com a agitação da cidade. Pra elas é ótimo.
(Ana) – Para você também né, você também vive na cidade.
(Clara) – Mas você gosta da agitação, eu não. Eu sempre sonhei em morar numa cidadezinha assim. Eu acho perfeito.
(Lívia) – É bom mesmo. Aqui é mais tranquilo, mais seguro, mais calmo.
(Clara) – Pois é. Na cidade a gente anda o tempo todo com medo de ser assaltado. Uma amiga minha veio aqui no verão passado, e me disse que adorou. Que não ver hora de vir aqui de novo.
(Susan) – Vocês têm quanto tempo aqui?
(Clara) – Uma semana.
(Ana) – Mas parece que já tem um ano que a gente está aqui. A irmã mais nova dessa amiga dela, disse que quando elas estavam aqui, ia ter um grande casamento, mas que no final não teve, parece que a noiva abandonou o noivo no altar. Você sabem quem foi? Eu quero saber tudo. Essa a única parte interessante dessa cidade.
(Clara) – Ana Lúcia pelo amor de Deus. Você está me envergonhando.
(Ana) – De novo, sem ofensas. Mas então, quem são os noivos?
(Sara) – Quem quer dar um mergulho na lagoa?
(Clara) – E a melhor parte disso tudo é que todas nós podemos ir, e não precisamos nos preocupar com as nossas coisas.
(Ana) – Mais e a minha pergunta?
(Clara) – Vamos Ana. Eu ouvi dizer que tem uma caverna, é verdade?
(Lívia) – Sim.
(Clara) – Podemos explora-la?
(Lívia) – Sim.
(Susan) – Eu não quero mencionar que essa é a minha primeira vez aqui. Essa Ana gosta de fazer muitas perguntas. Ela vai querer saber por que essa é a minha primeira vez aqui,  e eu não a fim de explicar o motivo. [Sussurra Susan para Lívia e Sara]
(Clara) – Vamos?
(Sara) – Vamos!
(Susan) – Nossa! Esse lugar é mesmo incrível!
(Lívia) – É sim. Não importa quantas vezes a gente venha aqui, é sempre como se fosse a primeira vez.
(Sara) – Esse lugar fica mais bonito a cada dia.
(Ana) – É realmente bonito. A segunda coisa dessa cidade que me surpreende.
(Clara) – Hei.
(Sara) – Oi. Se divertindo?
(Clara) – Sim, eu só queria pedir desculpas pela minha prima. Eu vi que ela não estava perto de você e aproveitei a oportunidade. Não importa se vocês conhecem ou não os tais noivos, ela não podia perguntar desse jeito. Ela tem um jeito bem... sabe.
(Sara) – Sei. Tudo bem. Não é sua culpa.
(Clara) – Você pode pedir desculpas as outras por mim? Eu não sei se eu vou ter essa mesma oportunidade com elas.
(Sara) – Claro. Fique tranquila. Elas sabem que não é culpa sua, então você esta livre de qualquer julgamento ou condenação.
(Clara) – Ah, ok, obrigada. Eu acho.
(Sara) – Relaxa! Eu estou brincando com você. Não tem nenhum julgamento não, muito menos condenação.
(Clara) – Ah, eu sabia, mas eu estava preocupada.
...
(Reinaldo) – Lá estão elas.
(Jimmy) – O que aconteceu? Onde vocês estavam? Nós estávamos preocupados.
(Susan) – Estamos bem.
(Lívia) – Nós fomos explorar a caverna e...
(Sara) – E a Ana se perdeu da gente, e quando nós a encontramos ela estava presa. Uma rocha tinha caído e fechou o caminho.
(Reinaldo) – Fechou o caminho? E como vocês conseguiram sair.
(Susan) – Nós descobrimos que do outro lado da caverna, tem uma outra saída, ou entrada. Um outro lado do parque que e a gente não conhecia. Totalmente isolado, que da numa rua, como essa.
(Pedro) – Que bom que vocês estão bem. Vamos para casa. Naldo, quer que eu dirija agora.


(Reinaldo) – Adoraria. Muito obrigado.

Um comentário: