10 º Capitulo.
(Reinaldo) – Meu amor, você está bem? Você parece tão
tensa, nervosa...
(Lívia) – Estou.
(Reinaldo) – Tem certeza?
(Lívia) – Tenho Reinaldo.
(Reinaldo) – O que está te incomodando? Se abra
comigo. A gente está em família aqui.
(Lívia) – Eu sei Reinaldo. É só que essa última que o
Roberto aprontou... foi demais. Ele passou dos limites.
(Reinaldo) – Eu sei.
(Lívia) – Convidar duas completas estranhas para uma
reunião de família. E coitada da Susan. Era a primeira vez que ela estava indo
para o Parque, e foi completamente arruinado. Ela não aproveitou nada
coitadinha. Quando vocês saíram para a floresta ela sentou lá e ficou
perguntando, querendo saber a todo custo sobre um caso que aconteceu na cidade.
Sabe
que caso é esse? O casamento de Jimmy e Jenna. Ela ouviu o caso de um
casamento que ia ter, e que aparentemente a noiva abandonou o noivo no altar.
Por que ela fez isso? Ele tinha outra e ela descobriu e por isso abandonou ele?
(Pedro) – Sério que ela perguntou isso?
(Lívia) – Sim, mas o problema não que ela perguntou
isso. Normal ter uma certa curiosidade. O problema foi a forma que ela
perguntou, e ficou insistentemente querendo saber de cada detalhe desse
casamento. Ela ficou perguntando se a gente sabia quem eram esses noivos,
dizendo que queria saber de todos os detalhes. E ainda disse que essa era única
coisa interessante que a cidade tinha. Eu já estava agoniada com as perguntas
dela. Querendo dar uma resposta daquelas que só eu sei dar. E eu estava também
com pena da Susan né, coitadinha, tendo que ficar ouvindo aquela criatura ficar
fazendo aquelas perguntas daquele jeito, sem nenhum respeito. Eu fico
imaginando o quão desconfortável ela estava naquela hora. Não foi pior por que
Sara tomou a frente e tentou mudar de assunto. Mas mesmo assim ela continuou
perguntando, mas aí a prima dela, Clara, que já tinha dito que estava
envergonhada com a prima, insistiu no assunto que Sara estava falando.
(Sara) – Eu dei logo a ideia de irmos nadar na Lagoa,
pra mudar de assunto, de lugar... mudar tudo. Eu sabia que Susan não ia querer
falar nada, e Lívia estava doida pra dizer umas verdades pra ela. Eu conheço
minha irmã. Mas minha ideia, acabou não sendo boa.
(Reinaldo, Pedro) – Por quê?
(Lívia) – Sua ideia foi ótima maninha. Quando a gente
estava nadando, Clara, a prima boazinha, pra incentivar a prima a mudar de
assunto, disse que tinha ouvido falar que tinha uma caverna lá, e perguntou se
era verdade. Aí nós fomos pra lá, e a Susan veio correndo lembrar a gente de
não mencionar que essa era a primeira vez dela lá, por que se a gente fizesse
isso, a tal, da Ana, ia querer saber por que...aí já viu né. Então, quando a
gente estava explorando a caverna, ela resolveu ir mais a fundo. Entrar naquela
passagem que a gente nunca entrou. A gente teve que ir atrás dela, chegando lá,
tinha outras passagens, e é lógico que ela entrou também, menos a gente. A
prima dela até tentou ir atrás dela para traze-la de volta a força, mas não conseguiu
encontrá-la. Só conseguíamos ouvir a voz
dela, gritando, dizendo que tinha achado algumas pedras preciosas e que ia
pegar o quanto conseguisse. A gente tentou dizer que não era uma boa ideia...
(Sara) – A gente disse que não era uma boa ideia. Várias
vezes. Mas ela não ouviu.
(Lívia) – Pois é, até que a única passagem, que a que
a gente usou para entrar lá, fechou. Desabou um monte de pedras, e fechou. A gente
correu pra ver como ela estava. Ela estava bem, mas presa. Quando ela tentou
tirar as pedras preciosas, algumas pedras desabaram e deixaram ela com os
braços presos no meio das rochas. A gente tentou tirar ela, mas não teve jeito.
Nós tivemos que começar a procurar uma outra passagem para poder sair de lá e
buscar ajuda.
(Sara) – A gente achou até um buraco, do tamanho de
uma janela bem pequena, mas não dava pra passar por que tinha outras pedras no
meio como se fosse uma grade, sabe. Ai a gente viu vocês andando, bem longe, a
gente gritou, mas vocês não ouviram.
(Pedro) – Bem que a gente ouviu alguns gritos, lembra?
(Reinaldo) – Sim, eu lembro, mas o pessoal ficou
dizendo que a gente estava tentando meter medo neles. E como estava muito
baixo, a gente achou que hora coisa da nossa cabeça.
(Lívia) – Pois é, ai bem depois, nós encontramos uma
saída da caverna que dava bem no meio de uma floresta muito densa, aí eu e a
Susan continuamos andando pra tentar buscar ajuda e a Sara e a Clara ficaram lá
a Ana. Foi aí que depois de quase duas horas nós encontramos uma estrada de
terra, igual àquela que a gente pega para ir ao parque. Ai a gente andou mais meia
hora até encontramos uma estrada asfaltada que dava para a civilização. Então a
gente conseguiu ajuda, um dos carros parou, chamou o resgate, e depois que eles
chegaram nós explicamos a situação enquanto levávamos eles até a caverna. Eles
tiraram a Ana de lá e nos trouxeram para a outra entrada. Eles disseram que nós
tivemos sorte, por que poderia ter desabado tudo, e nenhuma de nós ia conseguir
sair.
(Sara) – Eles disseram que ninguém nunca tinha
explorado aquela parte da caverna, e que como fomos nós que fizemos isso, eles
vão marcar uma reunião na prefeitura conosco, para tomarmos posse da floresta e
daquela parte da caverna, ou algo do tipo.
(Reinaldo) – Tá vendo, agora vocês vão ter uma
caverna, e uma floresta. No final tudo acabou bem.
(Lívia) – Pelo amor de Deus Reinaldo. Você poderia ter
ficado viúvo, e seus filhos órfãos de mãe.
(Reinaldo) – Eu sei, mas isso não aconteceu, então
pensa pelo lado positivo.
(Lívia) – Eu preferia não ter encontrado essa
floresta, ou tê-la encontrado de outra maneira. E pense na Susan, esse era pra
ser um dia divertido, não estressante e com medo de morrer.
(Sara) – Não exagera maninha, que ninguém estava com
medo de morrer.
(Lívia) – Ah não? Você diz isso por que não foi você
que ficou andando pela floresta que parecia não ter mais fim. Eu queria ver se
fosse você lá, andando sem nunca encontrar uma saída, vendo o dia escurecer e você
lá, andando parecendo que em círculos. Sem chegar a lugar nenhum. Você sabe os
pensamentos que passam na sua cabeça, quando você está andando lá, tentando
encontrar ajuda? Você começa a se pergunta: e se essa floresta não tiver fim? E
se eu nunca conseguir sair daqui? A gente vai morrer aqui.
(Sara) – Ficar dentro de uma caverna com uma pessoa
que você acabou de conhecer do seu lado, e a outra com os braços presos nas
pedras gritando parecendo uma maluca, sem ter notícias da irmã e da amiga não é
tão é tão bom assim também não.
(Lívia) – Sério? Você ficou preocupada com a gente?
Comigo?
(Sara) – É claro né Lívia, você é minha irmã, e Susan
minha amiga. Agora chega né, vamos mudar de assunto, vamos aproveitar nossa
viagem.
(Reinaldo) – Ótima ideia Sarinha.
(Sara) – Para de me chamar de Sarinha, por que você sabe
que eu não gosto.
(Reinaldo) – Sarita então!?
(Sara) – Sara, me chame de Sara.
(Reinaldo) – Saritita.
(Sara) – Nalditito.
(Reinaldo) – Sem graça.
(Sara) – (risos)
...
(Jimmy) – Pronta pra ir?
(Susan) – Sim, mas eu vou dormindo no caminho.
(Jimmy) – Sem problemas.
...
(Jimmy) – Bom dia Adormecida. A gente já esta chegando.
(Susan) – Sério? Quem bom, mas eu ainda não estou
convencida se é realmente necessário a gente ir lá de novo. A gente estava lá
ontem. Podíamos esperar algumas semanas para irmos de novo.
(Jimmy) – Você ainda está um pouco traumatizada, eu
sei. Mas vai ser bom, acredite em mim. E vai ser totalmente diferente.
(Susan) – Diferente pra melhor eu espero.
(Jimmy) – Claro meu amor. Depois que você me contou o
que vocês passaram lá...eu tinha que te levar lá de novo. Aproveita para
apreciar a paisagem do resto do caminho, já que ontem você não conseguiu.
(Susan) – É lindo mesmo. E essas entradas? Dão aonde?
(Jimmy) – Outras florestas, parques...se você quiser a
gente pode ir lá. Conhecer o lugar.
(Susan) – Não! Pelo amor de Deus, eu não quero saber
de explorar lugar nenhum por um bom tempo.
(Jimmy) – Calma, eu não ia te levar lá hoje. Eu tenho
uma coisa muito importante para te mostrar.
(Susan) – O que é em?
(Jimmy) – Daqui a pouco você vai ver.
(Susan) – Vai me pedir em casamento?
(Jimmy) – De novo?
(Susan) – Sei lá, vai ver você quer pedir de novo, em
outro lugar. Vai me mostrar o quê? Não me diga que você compro meu vestido de
noiva? Por favor não diga que é isso, por que eu mesma quero comprar meu
vestido de noiva, sem contar na tradição que o noivo só pode ver a noiva na
hora do casamento.
(Jimmy) – Virou supersticiosa agora foi?
(Susan) – Não é superstição, é tradição. Eu gosto de
manter algumas tradições.
...
(Jimmy) – Chegamos.
(Susan) – Nossa! Que lindo! Muito lindo. Perfeito!
Vou ter q me segurar para nao ler esse ultimo capitulo q foi postado.... rsrs.
ResponderExcluirBelo trabalho Juli