sexta-feira, 21 de abril de 2017

Encontros e Desencontros Cap. 10

10 º Capitulo.





(Reinaldo) – Meu amor, você está bem? Você parece tão tensa, nervosa...
(Lívia) – Estou.
(Reinaldo) – Tem certeza?
(Lívia) – Tenho Reinaldo.
(Reinaldo) – O que está te incomodando? Se abra comigo. A gente está em família aqui.
(Lívia) – Eu sei Reinaldo. É só que essa última que o Roberto aprontou... foi demais. Ele passou dos limites.
(Reinaldo) – Eu sei.
(Lívia) – Convidar duas completas estranhas para uma reunião de família. E coitada da Susan. Era a primeira vez que ela estava indo para o Parque, e foi completamente arruinado. Ela não aproveitou nada coitadinha. Quando vocês saíram para a floresta ela sentou lá e ficou perguntando, querendo saber a todo custo sobre um caso que aconteceu na cidade. Sabe
que caso é esse? O casamento de Jimmy e Jenna. Ela ouviu o caso de um casamento que ia ter, e que aparentemente a noiva abandonou o noivo no altar. Por que ela fez isso? Ele tinha outra e ela descobriu e por isso abandonou ele?
(Pedro) – Sério que ela perguntou isso?
(Lívia) – Sim, mas o problema não que ela perguntou isso. Normal ter uma certa curiosidade. O problema foi a forma que ela perguntou, e ficou insistentemente querendo saber de cada detalhe desse casamento. Ela ficou perguntando se a gente sabia quem eram esses noivos, dizendo que queria saber de todos os detalhes. E ainda disse que essa era única coisa interessante que a cidade tinha. Eu já estava agoniada com as perguntas dela. Querendo dar uma resposta daquelas que só eu sei dar. E eu estava também com pena da Susan né, coitadinha, tendo que ficar ouvindo aquela criatura ficar fazendo aquelas perguntas daquele jeito, sem nenhum respeito. Eu fico imaginando o quão desconfortável ela estava naquela hora. Não foi pior por que Sara tomou a frente e tentou mudar de assunto. Mas mesmo assim ela continuou perguntando, mas aí a prima dela, Clara, que já tinha dito que estava envergonhada com a prima, insistiu no assunto que Sara estava falando.
(Sara) – Eu dei logo a ideia de irmos nadar na Lagoa, pra mudar de assunto, de lugar... mudar tudo. Eu sabia que Susan não ia querer falar nada, e Lívia estava doida pra dizer umas verdades pra ela. Eu conheço minha irmã. Mas minha ideia, acabou não sendo boa.
(Reinaldo, Pedro) – Por quê?
(Lívia) – Sua ideia foi ótima maninha. Quando a gente estava nadando, Clara, a prima boazinha, pra incentivar a prima a mudar de assunto, disse que tinha ouvido falar que tinha uma caverna lá, e perguntou se era verdade. Aí nós fomos pra lá, e a Susan veio correndo lembrar a gente de não mencionar que essa era a primeira vez dela lá, por que se a gente fizesse isso, a tal, da Ana, ia querer saber por que...aí já viu né. Então, quando a gente estava explorando a caverna, ela resolveu ir mais a fundo. Entrar naquela passagem que a gente nunca entrou. A gente teve que ir atrás dela, chegando lá, tinha outras passagens, e é lógico que ela entrou também, menos a gente. A prima dela até tentou ir atrás dela para traze-la de volta a força, mas não conseguiu encontrá-la.  Só conseguíamos ouvir a voz dela, gritando, dizendo que tinha achado algumas pedras preciosas e que ia pegar o quanto conseguisse. A gente tentou dizer que não era uma boa ideia...
(Sara) – A gente disse que não era uma boa ideia. Várias vezes. Mas ela não ouviu.
(Lívia) – Pois é, até que a única passagem, que a que a gente usou para entrar lá, fechou. Desabou um monte de pedras, e fechou. A gente correu pra ver como ela estava. Ela estava bem, mas presa. Quando ela tentou tirar as pedras preciosas, algumas pedras desabaram e deixaram ela com os braços presos no meio das rochas. A gente tentou tirar ela, mas não teve jeito. Nós tivemos que começar a procurar uma outra passagem para poder sair de lá e buscar ajuda.
(Sara) – A gente achou até um buraco, do tamanho de uma janela bem pequena, mas não dava pra passar por que tinha outras pedras no meio como se fosse uma grade, sabe. Ai a gente viu vocês andando, bem longe, a gente gritou, mas vocês não ouviram.
(Pedro) – Bem que a gente ouviu alguns gritos, lembra?
(Reinaldo) – Sim, eu lembro, mas o pessoal ficou dizendo que a gente estava tentando meter medo neles. E como estava muito baixo, a gente achou que hora coisa da nossa cabeça.
(Lívia) – Pois é, ai bem depois, nós encontramos uma saída da caverna que dava bem no meio de uma floresta muito densa, aí eu e a Susan continuamos andando pra tentar buscar ajuda e a Sara e a Clara ficaram lá a Ana. Foi aí que depois de quase duas horas nós encontramos uma estrada de terra, igual àquela que a gente pega para ir ao parque. Ai a gente andou mais meia hora até encontramos uma estrada asfaltada que dava para a civilização. Então a gente conseguiu ajuda, um dos carros parou, chamou o resgate, e depois que eles chegaram nós explicamos a situação enquanto levávamos eles até a caverna. Eles tiraram a Ana de lá e nos trouxeram para a outra entrada. Eles disseram que nós tivemos sorte, por que poderia ter desabado tudo, e nenhuma de nós ia conseguir sair.
(Sara) – Eles disseram que ninguém nunca tinha explorado aquela parte da caverna, e que como fomos nós que fizemos isso, eles vão marcar uma reunião na prefeitura conosco, para tomarmos posse da floresta e daquela parte da caverna, ou algo do tipo.
(Reinaldo) – Tá vendo, agora vocês vão ter uma caverna, e uma floresta. No final tudo acabou bem.
(Lívia) – Pelo amor de Deus Reinaldo. Você poderia ter ficado viúvo, e seus filhos órfãos de mãe.
(Reinaldo) – Eu sei, mas isso não aconteceu, então pensa pelo lado positivo.
(Lívia) – Eu preferia não ter encontrado essa floresta, ou tê-la encontrado de outra maneira. E pense na Susan, esse era pra ser um dia divertido, não estressante e com medo de morrer.
(Sara) – Não exagera maninha, que ninguém estava com medo de morrer.
(Lívia) – Ah não? Você diz isso por que não foi você que ficou andando pela floresta que parecia não ter mais fim. Eu queria ver se fosse você lá, andando sem nunca encontrar uma saída, vendo o dia escurecer e você lá, andando parecendo que em círculos. Sem chegar a lugar nenhum. Você sabe os pensamentos que passam na sua cabeça, quando você está andando lá, tentando encontrar ajuda? Você começa a se pergunta: e se essa floresta não tiver fim? E se eu nunca conseguir sair daqui? A gente vai morrer aqui.
(Sara) – Ficar dentro de uma caverna com uma pessoa que você acabou de conhecer do seu lado, e a outra com os braços presos nas pedras gritando parecendo uma maluca, sem ter notícias da irmã e da amiga não é tão é tão bom assim também não.
(Lívia) – Sério? Você ficou preocupada com a gente? Comigo?
(Sara) – É claro né Lívia, você é minha irmã, e Susan minha amiga. Agora chega né, vamos mudar de assunto, vamos aproveitar nossa viagem.
(Reinaldo) – Ótima ideia Sarinha.
(Sara) – Para de me chamar de Sarinha, por que você sabe que eu não gosto.
(Reinaldo) – Sarita então!?
(Sara) – Sara, me chame de Sara.
(Reinaldo) – Saritita.
(Sara) – Nalditito.
(Reinaldo) – Sem graça.
(Sara) – (risos)

...

(Jimmy) – Pronta pra ir?
(Susan) – Sim, mas eu vou dormindo no caminho.
(Jimmy) – Sem problemas.
...
(Jimmy) – Bom dia Adormecida. A gente já esta chegando.
(Susan) – Sério? Quem bom, mas eu ainda não estou convencida se é realmente necessário a gente ir lá de novo. A gente estava lá ontem. Podíamos esperar algumas semanas para irmos de novo.
(Jimmy) – Você ainda está um pouco traumatizada, eu sei. Mas vai ser bom, acredite em mim. E vai ser totalmente diferente.
(Susan) – Diferente pra melhor eu espero.
(Jimmy) – Claro meu amor. Depois que você me contou o que vocês passaram lá...eu tinha que te levar lá de novo. Aproveita para apreciar a paisagem do resto do caminho, já que ontem você não conseguiu.
(Susan) – É lindo mesmo. E essas entradas? Dão aonde?
(Jimmy) – Outras florestas, parques...se você quiser a gente pode ir lá. Conhecer o lugar.
(Susan) – Não! Pelo amor de Deus, eu não quero saber de explorar lugar nenhum por um bom tempo.
(Jimmy) – Calma, eu não ia te levar lá hoje. Eu tenho uma coisa muito importante para te mostrar.
(Susan) – O que é em?
(Jimmy) – Daqui a pouco você vai ver.
(Susan) – Vai me pedir em casamento?
(Jimmy) – De novo?
(Susan) – Sei lá, vai ver você quer pedir de novo, em outro lugar. Vai me mostrar o quê? Não me diga que você compro meu vestido de noiva? Por favor não diga que é isso, por que eu mesma quero comprar meu vestido de noiva, sem contar na tradição que o noivo só pode ver a noiva na hora do casamento.
(Jimmy) – Virou supersticiosa agora foi?
(Susan) – Não é superstição, é tradição. Eu gosto de manter algumas tradições.
...
(Jimmy) – Chegamos.

(Susan) – Nossa! Que lindo! Muito lindo. Perfeito!

Um comentário:

  1. Vou ter q me segurar para nao ler esse ultimo capitulo q foi postado.... rsrs.

    Belo trabalho Juli

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